SP-Arte Rotas

Caminhar pelos corredores da SP-Arte Rotas mostra uma curadoria voltada a trabalhos quee testam os limites dos materiais.

Yohannah de Oliveira parte de vivências próprias em sua pesquisa artística. Em Quando o primeiro raio de luz nos atinge (2025), ela usa óleo sobre organza e madeira de peroba-rosa para criar uma atmosfera suspensa que registra um instante.

Alessandra Reder investiga a experimentação formal. A artista emprega fotografias sobrepostas e presas por alfinetes para instaurar um campo de instabilidade que abre novas possibilidades de leitura.

Adams Carvalho foca na precisão técnica. Utilizando caneta BIC, ele alcança uma riqueza de detalhes capaz de transformar um material ordinário em um exercício gráfico.

Willian Santos apresenta Pélagos XIII. A obra funciona como uma pausa no ritmo da feira e convida o espectador a frear o passo, exercitar a calma e decifrar as camadas da superfície visual, mostrando a imensidão.

O Link Museu utiliza terra coletada na capital paulista para produzir tintas. O território urbano é incorporado ao suporte para fazer com que a paisagem constitua a fisicalidade do trabalho.

Jerónimo Villa aposta na crueza em Estelas Surdas Op. 18 (2026). Ele combina papel de lixa, cartolina e madeira para construir uma poética marcada pela aspereza dos elementos.

Esse recorte curatorial indica que a produção contemporânea na SP-Arte Rotas transforma a criação em um laboratório de texturas.