Pop Up Art cria aproximações na The Coast Gallery

A abertura da exposição Pop Up Art, realizada no dia 24 de janeiro na The Coast Gallery, mostrou que uma mostra coletiva pode funcionar como um espaço de aproximação entre artistas, obras e o público. O clima foi informal, com visitantes circulando e se permitindo olhar com paciência para os trabalhos expostos.

Entre as obras apresentadas está “A Coruja Livre”, de minha autoria, um trabalho que nasceu da minha própria experiência. A obra trata da rigidez cognitiva e da rotina como estrutura que organiza o pensamento e o cotidiano. A coruja aparece como símbolo de observação, e não como imagem de liberdade plena. O contraste entre o título e o significado provoca reflexão e cria um ponto de identificação silencioso com quem se detém diante da obra.

Outro destaque da exposição foi “O Barqueiro: Anseio e Devaneio”, do artista Paulo Damasco. A obra apresenta o deslocamento e a espera, carregando uma atmosfera introspectiva. O barqueiro parece navegar mais pelos próprios pensamentos do que por um espaço físico, o que convida o observador a entrar nesse estado de contemplação.

A artista Lia Khey levou à exposição suas obras em macramê. Os fios entrelaçados revelam o cuidado. Seu trabalho traz uma presença delicada, mas ao mesmo tempo firme, e estabelece um diálogo interessante com outras obras da mostra ao valorizar o processo.

Também participou da Pop Up Art o artista Eduardo Belloto, que utiliza adesivos como linguagem artística. Ele apresentou a obra “Dino”, em que o material cotidiano ganha um significado. A escolha do adesivo cria um contraste com suportes mais tradicionais e aproxima a obra do universo urbano.

A Pop Up Art se afirma como uma exposição que privilegia a experiência. Sem discursos excessivos, a mostra abre espaço para diferentes narrativas e permite que cada obra seja descoberta no tempo de quem observa.